Acabei de entender o mistério
Que há alguns dias me perturbava;
E olha que demorou
Visto a simplicidade do caso.
Tenho buscado adereços bonitos
De marca, se possível,
Para cobrir meu avatar.
Tenho perseguido, em mente
As mais infinitas futilidades
Que no fim, a nada devem somar.
Agora, quase como uma epifania
Percebo, com tanta lucidez e facilidade
Que aquilo que busco,
É simplesmente a beleza que me é escassa.
Não sei que diferença faria,
visto não saber como é ser cisne.
Acho que nenhuma
Pois cisnes se tornam cisnes naturalmente
Não há como forçar a natureza.
Agora, há meios de se deter a estranheza
Que se sente ao se reconhecer
Naquilo que será infinitamente.
Vou misturar uma pitada de sapiência
com um pouco de sensatez;
Creio já bastar.
domingo, 4 de agosto de 2013
sábado, 3 de agosto de 2013
The first petal.
Deixei meus cabelos no chão do salão
E lá jazem juntos a eles
As tramas de outrora,
Que a mim não pertencem mais.
Descobri, ao contrário do que sempre cri,
Que sou mulher de cabelos curtos;
E, subitamente, percebi: que sou mulher.
(Mas que espanto!)
Os traços de guria agora me estranham
E é como deixar um pedaço de mim
Partir para a terra em que com os sonhos se cruzam
Aquilo que da memória se deve apagar.
Se sinto saudade: não sei.
Embora tão rica transformação,
O cisne não alçou voo
E o pato continua em sua intransigência.
O mundo, em minha subjetividade,
Mudou do inverno ao verão
Mas a vida, em sua objetividade
Continua amena
Como um entardecer da primavera.
E lá jazem juntos a eles
As tramas de outrora,
Que a mim não pertencem mais.
Descobri, ao contrário do que sempre cri,
Que sou mulher de cabelos curtos;
E, subitamente, percebi: que sou mulher.
(Mas que espanto!)
Os traços de guria agora me estranham
E é como deixar um pedaço de mim
Partir para a terra em que com os sonhos se cruzam
Aquilo que da memória se deve apagar.
Se sinto saudade: não sei.
Embora tão rica transformação,
O cisne não alçou voo
E o pato continua em sua intransigência.
O mundo, em minha subjetividade,
Mudou do inverno ao verão
Mas a vida, em sua objetividade
Continua amena
Como um entardecer da primavera.
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Feedback ou A vida circular.
acabei de fazer uma descoberta
que ao tomar minha decisão,
ativa ou passiva perante ao mundo,
deixa aos demais ou a mim
respectivamente, descontente.
se me perguntares o que prefiro,
terei de ponderar, e muito deliberar
visto que eu, em devaneios,
posso me ser sincera;
quanto aos outros, acusantes:
vis palavras podem lhe ser argumentos.
minha inocência, pueril,
de não tão outrora assim,
parou de me perseguir há poucos anos
desistiu cansada, irresoluta
depois que alguns calos mundanos
acabaram por vencê-la.
creio ser este mais um ponto
a pender-me a manchar o mundo
e a manter imaculado meu templo.
contigo, amigo, não deve ser diferente;
farpas surgem desavisadas frequentemente
enquanto no esporádico se findam as pétalas.
receio ter endurecido,
e se isso,aos 23, não me assustar,
é porque desde o início eu não deveria ter julgado.
no fim, tudo é uma festa,
da qual aproveito pouco.
procuro subterfúgios, mas mesmo assim
as evidências não deixam mais mascarar
o pouco que me sobra ao tanto que há.
sonho em viver uma vida futura
enquanto o presente me escorre aos dedos
como a clara do ovo quebrado,
que junto ao asco, mescla a vontade de salvar
do desperdício o que tantos queriam ter tido.
e nesse circo voador
eu volto, lá para as pessoas,
incomodá-las,para não mo fazê-lo
visto que já aprendi
o conceito de feedback.
que ao tomar minha decisão,
ativa ou passiva perante ao mundo,
deixa aos demais ou a mim
respectivamente, descontente.
se me perguntares o que prefiro,
terei de ponderar, e muito deliberar
visto que eu, em devaneios,
posso me ser sincera;
quanto aos outros, acusantes:
vis palavras podem lhe ser argumentos.
minha inocência, pueril,
de não tão outrora assim,
parou de me perseguir há poucos anos
desistiu cansada, irresoluta
depois que alguns calos mundanos
acabaram por vencê-la.
creio ser este mais um ponto
a pender-me a manchar o mundo
e a manter imaculado meu templo.
contigo, amigo, não deve ser diferente;
farpas surgem desavisadas frequentemente
enquanto no esporádico se findam as pétalas.
receio ter endurecido,
e se isso,aos 23, não me assustar,
é porque desde o início eu não deveria ter julgado.
no fim, tudo é uma festa,
da qual aproveito pouco.
procuro subterfúgios, mas mesmo assim
as evidências não deixam mais mascarar
o pouco que me sobra ao tanto que há.
sonho em viver uma vida futura
enquanto o presente me escorre aos dedos
como a clara do ovo quebrado,
que junto ao asco, mescla a vontade de salvar
do desperdício o que tantos queriam ter tido.
e nesse circo voador
eu volto, lá para as pessoas,
incomodá-las,para não mo fazê-lo
visto que já aprendi
o conceito de feedback.
domingo, 2 de dezembro de 2012
Os astros e eu.
E essa sou eu
A pele crua de nudez
Tentando me definir...
E a noite muda
de insensatez à insensatez
Porque de complementar e de respostas
Pouco pude somar.
Não acreditava em horóscopo,
Quiçá agora me venha a calhar crer
Que aqueles de sagitário
Tem muito, os outros,
A este signo revelar...
E a perdoar e recriar
Outros sentimentos;
Não nas entranhas da vida e do fluxo
Mas nesta deste mês de dezembro.
Eu, de sinapses confusas,
Pelo menos, de forma clara,
Tenho um pedido:
"Não deixe que me perca
Salva-me da resolução predita
Que diz que devo te trair
E aventurar-me no inaudito."
Se os astros ponderassem minha vontade
Sol, lua e estrelas brilhariam
em momentos específicos que me conviessem.
Mas você, você que eu clamo
Sabe que não é bem assim...
A pele crua de nudez
Tentando me definir...
E a noite muda
de insensatez à insensatez
Porque de complementar e de respostas
Pouco pude somar.
Não acreditava em horóscopo,
Quiçá agora me venha a calhar crer
Que aqueles de sagitário
Tem muito, os outros,
A este signo revelar...
E a perdoar e recriar
Outros sentimentos;
Não nas entranhas da vida e do fluxo
Mas nesta deste mês de dezembro.
Eu, de sinapses confusas,
Pelo menos, de forma clara,
Tenho um pedido:
"Não deixe que me perca
Salva-me da resolução predita
Que diz que devo te trair
E aventurar-me no inaudito."
Se os astros ponderassem minha vontade
Sol, lua e estrelas brilhariam
em momentos específicos que me conviessem.
Mas você, você que eu clamo
Sabe que não é bem assim...
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Um pouco da semente.
eu percebi que
as minhas fotos mais bonitas
(corto, neste momento,
o ímpeto de dizer menos feias)
são com as minhas irmãs.
não é só pela beleza delas,
mas entenda meu caro,
são elas.
brigamos, e por vezes,
até nos escabelamos
mas eu acho que é assim
que é.
embora eu seja vinho
em meio ao leite,
e a mistura seja heterogênea,
tudo funciona, talvez melhor
do que deveria.
vejo irmãos que são leite
e leite,
mas não sei o que de fato mudaria
na mistura de meus pais.
quiçá maiores contas de telefone
ou menos contas de guarda-roupas.
o desfecho é
que nos amamos
e creio que esse amor,
incondicional certamente
para dar certo,
tem de ser inato
e imperecível
porque senão,
novamente, meu caro,
essas palavras não existiriam.
sábado, 5 de maio de 2012
Que vergonha. Uma linda lua no céu, e daí?
O que nesta muda cidade muda,
Quantas pessoas nesta cidade
Puderam deveras ver a lua colossal?
Quantas pessoas nesta cidade
Estavam tão imersas nos problemas
Da péssima gestão
Que não puderam apreciar o que viam no céu?
E daí que “essa gigante” não aparece há dezoito anos?
Quantas coisas boas aconteceram nestes últimos
Que decorreram daquela lua linda de 93?
Quanta gente, quantas criaturas
Ainda sofrem
Porque nossas nádegas, inexoravelmente sentadas
Assistem a decadência do mundo
Passivas, como se nossa Terra fosse outra?
E daí, será que naves estelares como a Millenium Falcon
Viajando na velocidade da luz serão inventadas amanhã
Pra que possamos fugir para um paraíso em Vega
E dessa forma deixar a consciência desta Terra para trás?
E daí que eu sofro com isso?
Tu não sofres?
Então, meu caro, desculpa
Não te reconheço!
domingo, 29 de abril de 2012
O que de mim ama.
sinto falta.
sinto falta de ti,
daquele amor.
me doi e sei que esse sentimento
não é restrito a mim
quando digo que algo não está certo.
amo-te menos?
amas-me menos?
não sei...
em momentos de desilusão mundando
quantas asneiras podem se passar
por uma cabeça fraca...
neste momento, neste frio
sinto falta de ti.
mas sinto falta daquele você
que não se incomodava com a falação
(a qual infelizmente me persegue).
o que de mim mudou
em relação a ti?
o que de mim me faz
e portanto, te faz
difente?
eu quero uma pitada de encanto
de volta.
quero as conversas ao msn,
quero os poemas -
teus, tão claros e compreensíveis;
meus, várias palavras
agrupadas sem valor agregado.
amo-te, e espero sempre te amar
tanto quanto tu me amas.
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