quarta-feira, 29 de julho de 2015

Ainda não definido.

Confessar ao padre, nao ajudaria
Ao psiquiatra,  nao me parece que consiga
É aqui, nas palavras, que me liberto.

Há muito, talvez não há tanto assim,
 já escrevia, mas não entendia por quê
Agora entendo... estou começando a me entender

Falsos poemas problemáticos
Reflexo que posso ver estampado
Em alguma parte de mim
Qual não sei, segundo Freud
(Não sei sobre psicanálise).

Quando eventos, um tanto que similares,
Se repetem... uma, duas, três vezes,
Há de se desconfiar de que o erro
Vem de cá  e não de lá.

Na falta de outras opções,
Só me resta resignar-me...
Como se muda a forma da chama,
Da fagulha, que move minha maquinaria?!

Tenho tentado, talvez nem tanto,
Aumentar a resiliência de minha realidade
Atitude infrutífera, pois, no final,
A dor ainda é a mesma.

Zoso

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

To the one that has made me happy (even in a dream)

The moment I'll say goodbye for the last time
I'll miss you...
I know I will.
Although my mind,
Trying to take the reason to the light,
Will say the way it will be it's the way it is,
My heart will cry knowing the truth.
I will recover. Yes.
I don't know if you'll need to
Since it's a mystery to me
The nature of your feelings.
I endeavor to be rational,
But I see I'll need to accept
I'm an emotional being.
I've been working with this discovery...
Trying to amend the broken pieces
My full of oxyciton mind leaves.
My expectations -
Against the judgement and wisdom of my conscience -
Are mine and only mine.
I hope I do not worry you.
Happiness is the feeling I want you to have.
And if you were happier for a tiny little second...
I'm cheerful with the news.

See you -
or not.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

O que foi e será.

o que resistir ao tempo
viverá.
de fato algumas coisas são imperecíveis,
a memória: nossas células cinzentas,
sinapses que nos fazem lembrar
do que foi mas também do que poderia ser.

escolhemos o caminho
ou o caminho nos escolhe
nos meandros do destino?
não sei a resposta
e muito menos se é sábio o que sabe.

aqui, quase perdida na europa central-
perdida digo em sentimentos e afeição -
há o ócio pra refletir,
mas também a distância
que põe em perspectiva a avaliação.

eu luto, eu quero que seja
a memória do que foi e continua sendo,
mas aquele faro que o sexto sentido dá,
alguma coisa pôde captar.
como não sei se escolho ou me escolhe,
vou continuar acreditando.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Fagulha de morte em meu peito.

ele não viu o que eu vi
também não sentiu o que eu senti
vai me chamar de louca
quando eu disser ao telefone que Deus
deveria mandar uma praga
que destruisse os homens -e somente eles-
todo essa miríade que chamam humanidade.
eu vi, há pouco, a capacidade
de se fazer "Humanidade".
Na época do nascimento do cordeiro
fazem, controversamente, de cordeiro
aqueles que nem entremeio a história
deveriam estar.
vi, que por uma tradição, um pernil em uma mesa - para resumir-
um ser vivo perdeu a vida
de uma forma tão indigna e dolorosa
que a tradução em letras se faz difícil.
uma morte, que nem o mais vil dos humanos
haveria de merecer.
uma morte, de um Animal,
que em meu peito se traduz
como o fim daquilo que eu considerava Humanidade
também a morte da esperança nos homens
que falham, apontam e se conduzem novamente à perversidade.
se sou parte da horda humana,
pois bem, não o queria ser desta forma
que me causa náuses
e certeza de que estou aquém de fazer.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Três irmãs em casa.



Vejo que o sofá não está mais lá...
Nem a blusa, o macacão ou o vestido
Os sorriso já não vem tão fácil,
As rugas já marcam os anos,
Tais quais anéis em troncos de árvores.
Aquelas faces pueris
Foram trocadas por olhares sérios
Que buscam por sapiência.
A mudança, tão inexorável
Quanto o tempo que nos encurta dia a dia,
Se vê em cada detalhe
Que se almeje perceber.
Acho que mudou também o amor.
Antes a irmã mais velha ninava a mais nova
E então fugia do "meio" da irmandade
Para com os amigos se aventurar
(Não que isso não fosse amor!).
Mas hoje, ao invés de burlarem normas familiares,
Elas se ligam
Para o tempo cronometrar
E dizer: estou chengando!

domingo, 4 de agosto de 2013

The second petal.

Acabei de entender o mistério
Que há alguns dias me perturbava;
E olha que demorou
Visto a simplicidade do caso.
Tenho buscado adereços bonitos
De marca, se possível,
Para cobrir meu avatar.
Tenho perseguido, em mente
As mais infinitas futilidades
Que no fim, a nada devem somar.
Agora, quase como uma epifania
Percebo, com tanta lucidez e facilidade
Que aquilo que busco,
É simplesmente a beleza que me é escassa.
Não sei que diferença faria,
visto não saber como é ser cisne.
Acho que nenhuma
Pois cisnes se tornam cisnes naturalmente
Não há como forçar a natureza.
Agora, há meios de se deter a estranheza
Que se sente ao se reconhecer
Naquilo que será infinitamente.
Vou misturar uma pitada de sapiência
com um pouco de sensatez;
Creio já bastar.

sábado, 3 de agosto de 2013

The first petal.

Deixei meus cabelos no chão do salão
E lá jazem juntos a eles
As tramas de outrora,
Que a mim não pertencem mais.
Descobri, ao contrário do que sempre cri,
Que sou mulher de cabelos curtos;
E, subitamente, percebi: que sou mulher.
(Mas que espanto!)
Os traços de guria agora me estranham
E é como deixar um pedaço de mim
Partir para a terra em que com os sonhos se cruzam
Aquilo que da memória se deve apagar.
Se sinto saudade: não sei.

Embora tão rica transformação,
O cisne não alçou voo
E o pato continua em sua intransigência.
O mundo, em minha subjetividade,
Mudou do inverno ao verão
Mas a vida, em sua objetividade
Continua amena
Como um entardecer da primavera.